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sábado, 14 de dezembro de 2019

De Ajuricaba para São Paulo...

Há 13 anos atrás eu saí da cidade de Ajuricaba, cidadezinha do interior do Estado do Rio Grande do Sul com cerca de 7.200 habitantes (aproximadamente), com uma mala de calçados e uma mala de roupas, e trouxe muitos sonhos na bagagem.
Decidi sair da casa de minha mãe aos 18 anos, tinha o sonho e a vontade de ser independente.
Não foi fácil sair da casa de minha mãe, ficar longe de meu irmão, longe dos amigos. A adaptação em Canoas foi árdua.

Durante os 13 anos residindo em Canoas evoluí muito como pessoa. Costumava ser a menina mimada, que batia o pé quando queria algo. Depois de muitos tombos na vida e algumas decepções, eu resolvi mudar. Não pelos outros, mas por mim. Situações e pessoas se repetiam na minha jornada, e eu me questionava o “por quê as coisas não fluíam?”...Nada fluiria enquanto eu não passasse por uma mudança interna significativa.

Comecei a transcender em 2011, quando conheci a filosofia do Movimento Perfeito, mas foi em 2015 que realmente a mudança aconteceu. Foi nesse ano que entendi que tudo o que acontecia e tudo o que não acontecia era resultado da qualidade de meus pensamentos. Entendi, de forma dolorosa para uma leonina intensa, que nem todo mundo que eu considerava amigo, era, de fato, meu amigo. Resolvi fazer da decepção, aprendizado. Entretanto, não posso deixar de falar que conheci muita gente do bem em Canoas, principalmente meus clientes, meus fiéis clientes que sempre prestigiaram meu trabalho. E, claro, fiz amigos maravilhosos e “de verdade” em Canoas, e sou grata a estes amigos e amigas por nossas vidas terem se cruzado nesse mundo louco, e por eles terem permanecido.

A diferença é que, de Canoas a Ajuricaba, cerca de 412km de viagem me separavam de minha família. Hoje, estou cerca de 1122km de distância de minha família e de meus amigos. Então sim, estou um turbilhão de emoções em virtude dessa adaptação.

Mudar para São Paulo foi um processo de desafio interno. Optei por recomeçar novamente, sem perder a minha essência, mas com outra percepção sobre vida, pessoas, relações e situações, para simplesmente não passar por mais decepções na vida.

“Você foi corajosa ao ir para São Paulo.” Sim. Eu sou corajosa, persistente, observadora, e aprendi a ter paciência. Caio 7 vezes, levanto 8. É assim que evoluímos. A maturidade me fez entender que a vida está aí para ser vivida. E recomeçar faz parte da nossa constante evolução. A gente se reconstrói, porque somos resiliência.

Cada um transborda o que tem dentro de si. E está tudo certo.

Com carinho,

Tah Mayer :)



Inverno de 2019 em Ajuricaba, numa manhã de 4 graus negativos 

São Paulo me faz tão sentimental...

Estou acordada e a insônia novamente me pegou. É na madrugada que os pensamentos fluem e a vontade de escrever me visita. 

Há semanas queria colocar em palavras a mudança de vida que realizei em 2019. Após 33 anos, resolvi sair da zona de conforto no Rio Grande do Sul para vir residir na megalópole que é São Paulo. O planejamento começou em Maio deste ano, e a concretização ocorreu aos finais de Outubro. 1/11/2019 foi quando chegamos aqui. 

São Paulo é completamente diferente daquilo que a mídia divulga. Claro que existe criminalidade, não serei hipócrita, mas decidi olhar para São Paulo com o olhar de apreciação e não com aquele pensamento de que “é uma cidade perigosa”. Todos os dias descubro algo diferente aqui e fico encantada, seja durante as pedaladas em uma contemplação aos lindos edifícios da Faria Lima, ou na descoberta de uma praça fabulosa, como a praça Monteiro Lobato.
Praça Monteiro Lobato - São Paulo
Conheci meu namorado me relatando sobre a maravilha que era desfrutar de um samba em São Paulo e, realmente, ele têm razão... O paulistano é mestre no samba. A melodia, as letras, a sincronia... eles sabem aproveitar os momentos da vida.


Aqui penso, constantemente, no quesito Felicidade. Decidimos ser felizes quando não damos espaço para situações e pessoas infelizes, pois a infelicidade contamina a Felicidade. Felicidade é estar em um lugar maravilhoso, desfrutando de momentos felizes, ao lado de pessoas queridas. Pessoas queridas são felizes por natureza, pois elas não dão espaço para negatividade. Leandro Karnal refere que "a Felicidade é resultado da nossa capacidade de resolver problemas", e concordo plenamente com ele. Todavia acredito também que nossa Felicidade está relacionada a nossa vitalidade, a nossa  batalha interna para realização de metas, nossas capacidades de superação e coragem. Eu juntei tudo isso (coragem, superação, vitalidade, amor e muita gratidão) e aqui estou, com a Felicidade me acompanhando. Sou abençoada por ter um namorado paulistano que me faz ficar cada vez mais apaixonada por São Paulo (e por ele também, óbvio!), estou cercada de pessoas que vibram positivamente por estarmos aqui, estou sendo acolhida por pessoas queridas e de bom coração. Gratidão, Deus!

Sair do Rio Grande do Sul não foi um processo fácil, pois lá eu tive uma infância feliz, uma adolescência feliz, e uma vida adulta de muita aprendizagem; Entretanto a maturidade me fez querer voar mais alto e ser mais feliz ainda ao lado de um paulistano lindo que contemplou a minha essência.

Há quem fique feliz com algo material, eu fico feliz só de viver cada momento intensamente, pois acredito que a vida é feita de momentos.
Sim, estou em um momento feliz!

Claro que escreverei mais, pois há muita coisa boa nessa cidade.

Excelente final de semana, e obrigada pela visita aqui no Blog :)

Tah Mayer.



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Felicidade: estágio ou apenas um momento?

Voltei. E com saudade. Escrever é uma das coisas que me fazem muito bem; Acredito que através das palavras consegue-se expressar exatamente aquilo que sentimos. 

Então vamos falar sobre algo que a grande maioria das pessoas vive buscando, mas que poucos conseguem entender; Vamos falar sobre "Felicidade".


Dias atrás, enquanto esperava em uma fila de atendimento, escutei a seguinte frase: "não existe uma pessoa que viva uma vida feliz o tempo todo." Na hora, fui tomada de uma sensação de tristeza e pensei: "Que dias tristes essa pessoa deve viver!"... Saí da fila de atendimento com aquela colocação martelando minhas idéias... É triste pensar que ainda existam pessoas que tomam estes pensamentos limitantes como verdades. Claro... Sei que há momentos em nossa existência que nos deparamos com situações desagradáveis, momentos indesejáveis... Mas eles apenas fazem parte de nossa evolução como seres humanos. Imagine o quão cinza deve ser a vida de quem acredita nisso. De quem acredita que não se pode ser feliz o tempo todo. O quão sem graça deve ser uma vida assim... Sem cor, sem alegria, sem amor, sem brilho.

Lembrei daquele filme excelente, "A procura da felicidade", onde Chris Gardner (interpretado pelo magnífico Will Smith) vive vários momentos difíceis e não perde a doçura de acreditar na busca constante pela felicidade almejada. Não, ele não culpou o outro, a ex-mulher, as situações, as adversidades; Ele apenas manteve a determinação e a busca contínua pelo que ele acreditava.

O que afinal é a felicidade para você? 




Eu acredito que é uma satisfação, um equilíbrio físico e psíquico, uma paz interior, um estágio durável de plenitude. E quando você atinge este estágio sozinho, você está pronto para partilhar ele com os outros, e situação adversa alguma fará com que você sinta-se infeliz.


Um dos grandes equívocos da maioria das pessoas está em viver acreditando que a sua felicidade está no outro. Digo e vivo repetindo isso: "o outro não é a fonte, é recurso apenas." O outro não tem o poder de me fazer feliz, ele não é responsável pela minha felicidade.


Você é responsável por viver todos os dias felizes e infelizes de sua existência, meu amigo. Você é quem cria a sua realidade, você é quem decide se o dia, os momentos, as situações e as pessoas serão parte de um dia bom ou de um dia não agradável. Quando um dia "não é bom" a culpa não é do outro, das situações, do trânsito, do trabalho ou do mundo... A "culpa", ou a responsabilidade (como você queira chamar), é sua... única e exclusivamente sua. O outro ou as situações não têm o poder de tornar a sua vida mais ou menos feliz. Isso é um grande equívoco de pensamento.

Quantas e quantas vezes você já passou por situações indesejáveis e colocou a culpa da sua infelicidade ou da sua tristeza no outro? Muitas, eu aposto! Essa coisa de sempre se colocar de vítima das situações é uma das crenças limitantes que todos os seres humanos possuem. Fomos condicionados a viver assim, acreditando que a culpa é sempre do mundo externo, quando na verdade essa é uma responsabilidade intransferível. 

Sim, eu sou uma pessoa feliz. Primeiro, porque aprendi que não posso transferir essa responsabilidade para o outro ou para as situações. Segundo, porque sou grata, sou grata por tudo o que chega e tudo o que parte de minha vida. Sim, eu também passo por dias que saem divergentes daquilo que eu gostaria de viver ou experimentar, mas nem por isso me torno uma pessoa triste ou amargurada com a vida. Decido apenas agir com os melhores recursos que tenho no momento, sem me embotar nos "porquês", porque aprendi que "quanto mais você implica, maior fica", e quanto mais você falar sobre os problemas, mais intensidade você coloca neles. Simples assim.


Não se torne aquilo que te feriu. Não se torne aquilo que não deu certo. Não se torne uma pessoa triste. Não permita que o outro ou as situações façam você perder o equilibro. Não permita que sua jornada de vida seja cinza. 


A vida é boa. E pode ser muito melhor.


Com amor,  


Tah Mayer =)