Páginas

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Felicidade: estágio ou apenas um momento?

Voltei. E com saudade. Escrever é uma das coisas que me fazem muito bem; Acredito que através das palavras consegue-se expressar exatamente aquilo que sentimos. 

Então vamos falar sobre algo que a grande maioria das pessoas vive buscando, mas que poucos conseguem entender; Vamos falar sobre "Felicidade".


Dias atrás, enquanto esperava em uma fila de atendimento, escutei a seguinte frase: "não existe uma pessoa que viva uma vida feliz o tempo todo." Na hora, fui tomada de uma sensação de tristeza e pensei: "Que dias tristes essa pessoa deve viver!"... Saí da fila de atendimento com aquela colocação martelando minhas idéias... É triste pensar que ainda existam pessoas que tomam estes pensamentos limitantes como verdades. Claro... Sei que há momentos em nossa existência que nos deparamos com situações desagradáveis, momentos indesejáveis... Mas eles apenas fazem parte de nossa evolução como seres humanos. Imagine o quão cinza deve ser a vida de quem acredita nisso. De quem acredita que não se pode ser feliz o tempo todo. O quão sem graça deve ser uma vida assim... Sem cor, sem alegria, sem amor, sem brilho.

Lembrei daquele filme excelente, "A procura da felicidade", onde Chris Gardner (interpretado pelo magnífico Will Smith) vive vários momentos difíceis e não perde a doçura de acreditar na busca constante pela felicidade almejada. Não, ele não culpou o outro, a ex-mulher, as situações, as adversidades; Ele apenas manteve a determinação e a busca contínua pelo que ele acreditava.

O que afinal é a felicidade para você? 




Eu acredito que é uma satisfação, um equilíbrio físico e psíquico, uma paz interior, um estágio durável de plenitude. E quando você atinge este estágio sozinho, você está pronto para partilhar ele com os outros, e situação adversa alguma fará com que você sinta-se infeliz.


Um dos grandes equívocos da maioria das pessoas está em viver acreditando que a sua felicidade está no outro. Digo e vivo repetindo isso: "o outro não é a fonte, é recurso apenas." O outro não tem o poder de me fazer feliz, ele não é responsável pela minha felicidade.


Você é responsável por viver todos os dias felizes e infelizes de sua existência, meu amigo. Você é quem cria a sua realidade, você é quem decide se o dia, os momentos, as situações e as pessoas serão parte de um dia bom ou de um dia não agradável. Quando um dia "não é bom" a culpa não é do outro, das situações, do trânsito, do trabalho ou do mundo... A "culpa", ou a responsabilidade (como você queira chamar), é sua... única e exclusivamente sua. O outro ou as situações não têm o poder de tornar a sua vida mais ou menos feliz. Isso é um grande equívoco de pensamento.

Quantas e quantas vezes você já passou por situações indesejáveis e colocou a culpa da sua infelicidade ou da sua tristeza no outro? Muitas, eu aposto! Essa coisa de sempre se colocar de vítima das situações é uma das crenças limitantes que todos os seres humanos possuem. Fomos condicionados a viver assim, acreditando que a culpa é sempre do mundo externo, quando na verdade essa é uma responsabilidade intransferível. 

Sim, eu sou uma pessoa feliz. Primeiro, porque aprendi que não posso transferir essa responsabilidade para o outro ou para as situações. Segundo, porque sou grata, sou grata por tudo o que chega e tudo o que parte de minha vida. Sim, eu também passo por dias que saem divergentes daquilo que eu gostaria de viver ou experimentar, mas nem por isso me torno uma pessoa triste ou amargurada com a vida. Decido apenas agir com os melhores recursos que tenho no momento, sem me embotar nos "porquês", porque aprendi que "quanto mais você implica, maior fica", e quanto mais você falar sobre os problemas, mais intensidade você coloca neles. Simples assim.


Não se torne aquilo que te feriu. Não se torne aquilo que não deu certo. Não se torne uma pessoa triste. Não permita que o outro ou as situações façam você perder o equilibro. Não permita que sua jornada de vida seja cinza. 


A vida é boa. E pode ser muito melhor.


Com amor,  


Tah Mayer =)

domingo, 30 de setembro de 2018

Luz, amor e liberdade

Todos nós somos seres de Luz. Quando viemos a esse mundo terrestre, viemos únicos e sozinhos. Todas as pessoas que encontramos no decorrer dessa jornada, fazem parte da evolução, de situações que não foram resolvidas, aprendidas, transmutadas em vidas passadas. Você sabe aquela sensação que às vezes você sente e pensa "já vivi isso antes"... então você entende ao que estou me referindo.

Todos nós temos Luz. Alguns alimentam o lado sombrio, outros o lado da Força (ou da Luz, como você preferir chamar). Então, um dia você esbarra com alguém na mesma calibragem de Luz que você, e vocês se conectam. Com a mesma energia, com a mesma evolução, e com as mesmas situações que precisam ser transmutadas. A transmutação é um processo de cura... longo, necessita de paciência, respeito, e amor.
Nossa "missão" é transmutar nas situações, nos conectarmos com nossa Luz e nos reconectarmos uns com os outros. Quando a cura ocorre, ambos se reconectam e estão livres. Livres para viver, para somar, para amar. Escrevemos nosso destino com cada decisão que tomamos. E o destino é imprevisível. O destino nos une a determinadas pessoas. Há um tempo para tudo nessa vida... E a vida não para de nos surpreender.

Na física quântica existe o chamado Princípio da Correspondência, trata-se de uma lei que diz que o universo quântico (micro) - que para nós é invisível - corresponde ao universo clássico (macro), que é a forma como vemos o mundo normalmente. Claro que não preciso explicar os conceitos de física quântica para você entender o que estou falando. O que quero dizer é que o que se manifesta fora de nós é um reflexo do que está dentro de nós.

Observe como funciona a natureza e a própria vida: nada na natureza vive para si. Os rios não bebem sua própria água, as árvores não comem seus próprios frutos, o Sol não brilha para si próprio e as flores não espalham sua fragrância para si. Quando tocamos em algo, deixamos nossas digitais. Quando tocamos as vidas das pessoas que conhecemos, deixamos nossa identidade. A vida é boa quando estamos felizes, mas a vida é muito melhor quando você vê os outros felizes e quando estes estão felizes por você.

Prem Baba diz que o relacionamento com um outro ser humano, principalmente o afetivo-sexual, é o mais poderoso catalisador ou ativador da verdade. Eu acredito muito nisso.

"Amor e Liberdade. Em geral essas duas forças primordiais da vida não caminham juntas, sendo uma quase que exclusão da outra. (...) A energia sexual é a pedra filosofal dos antigos alquimistas. É nesse núcleo da vida que está a chave da libertação, ele nos ensina, buscando iluminar as sombras, as trevas e as passagens escuras de nossa alma. Tudo se resume ao amor, pois esse é o elemento alquímico que nos liberta." - Bruna Lombardi, trecho de livro de Sri Prem Baba.

 A verdadeira sabedoria: amor e liberdade jamais devem andar separados. Viver para os outros, se conectar com os outros é uma regra da natureza. Nascemos sozinhos, conhecemos pessoas para contemplar a nossa essência, e não para nos completar.




domingo, 23 de setembro de 2018

O Amor é acolhedor

Vou começar a escrever sobre Amor, aquele Amor genuíno. Aquele amor em que você faz o bem para uma pessoa e ver a felicidade alheia lhe faz bem.



O amor não é posse. O amor é acolhedor. Isso significa que você acolhe o outro sem criticar, sem julgar, sem apontar falhas, sem pré-conceitos... O amor é incondicional.

As imperfeições existem (de ambas as partes). Uma amiga falava comigo sobre maturidade emocional. Concordamos que é admiração que nos faz ter vontade de permanecer ao lado de alguém. Amor se alimenta disso. E amor cura. Quando duas pessoas se encontram e se conectam, elas permitem revelar as suas doçuras, as suas alegrias, algumas loucuras, seus medos, segredos e dores.

O grande equívoco de uma relação: anular-se em prol do outro. Sufocar seus desejos, vontades, gostos dentro de um baú e esquecer a sua verdadeira essência. Amor não é anulação. Amor não sufoca. Acima de tudo, ele respeita. O Amor é paciente e libertador.

Já passei sim por situações difíceis e dolorosas, não por alguém, mas por algo maior. Um alguém despertou a bondade que existia em mim e estava adormecida, chegava a ser palpável. Fui uma parte boa, honesta e verdadeira, e o que tivemos foi real, sem mentiras. Doei forças, carinho, respeitei, acreditei... e nunca fui embora. Por quê? Porque me tornei inteira para receber o outro. Para estar inteiro é preciso ressignificar de aparente culpa e fracasso, manter o aprendizado, limpando a morada do coração.

Eu sou amor. Já me disseram que tenho uma Luz, e um Amor tão grande dentro de mim, que poucos reconhecem, e raros permitem receber esta energia. Quando ninguém acreditou, eu acreditei. E permanecerei.




Nada é por acaso. O Universo devolve tudo. Tudo é Amor e Energia. 





quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das reflexões sobre o fim de uma relação

Escrevi este post em uma madrugada infinita, logo após que cheguei da minha última viagem para Europa. O post é sobre o período "pós-separação", onde me permiti sentir todas as fases da dor desse "luto".
Tentei colocar nas palavras, tudo o que senti e pensei nesse período; E acredito que muitas pessoas passaram, ou passarão, pelo mesmo processo que passei: negação, aceitação, "luto" e a libertação.

É difícil entender, aceitar e conceber quando um relacionamento chegou ao fim. Primeiramente nós, mulheres, negamos o fato de que o príncipe encantado virou sapo... Negamos e trazemos para nossa bagagem o fracasso da relação ter chegado ao fim, e colocamos nessa bagagem todas as justificativas possíveis, como por exemplo: "mas ele é assim", "ele tinha razão", "ele, ele, ele"... Depois disso, colocamos a culpa dentro da nossa bagagem, procurando por justificativas que demonstrem que a culpa é nossa e não do outro. Então nós negamos, negamos que o outro tenha falhado. Depois desse período vem a segunda etapa, a aceitação, e essa parte é, no minimo, dolorosa. Quando você aceita que o outro apenas é como pode ser, e não como você gostaria que ele fosse, você enxerga nitidamente o outro com todas as suas falhas. E este processo também dói. E dói porque criamos uma expectativa sobre o outro. É nesse período que você vê todas as perfeições e imperfeições do outro e você admite, se corroendo, que não pode viver, conviver e realizar sonhos em cima de uma mentira. Dói. E muito. E quando dói, você entra em "luto"... você chora, dorme pouco, chora de novo, se rotula uma "burra", uma completa idiota. Essa fase durou uns 2 meses pra mim, até que eu me libertei e fui ser feliz sozinha. Sim, sozinha!
A felicidade não está no outro. É um erro pensar que você só será feliz ao lado de alguém. Para fazer o outro e a relação felizes, temos que estar conectados, alinhados, sorrindo com a mente, o corpo e alma. Quando você se permite descobrir o prazer de viver na sua única companhia e passa a apreciar os "seus" momentos, você atinge a felicidade que muitos procuram e poucos encontram. E somente depois que você descobre que pode ser feliz sem depender de algo ou alguém, é que você está pronto para atrair alguém na mesma frequência.

Mulheres possuem uma espécie de "radar", "sexto sentido" como dizem na gíria. E a gente sente. E se engana pensando que o "outro é assim"; Nos boicotamos por medo de ficar só, por receio de não encontrar um príncipe encantado e colocamos na nossa bagagem a responsabilidade por um relacionamento que já não está mais na mesma frequência. Comodismo? Sim. Falta de amor próprio? Também. Medo do futuro incerto? Muito.
E é assim... a zona de conforto é um lugar maravilhoso, pena que não nos leva a lugar algum.
Sim, a gente sente. E boicota nossa felicidade. A vida é uma só. E ela passa muito depressa. Tudo o que chega e tudo o que parte é para lhe evoluir.


Qual o segredo, então, para um relacionamento saudável?
Uma relação saudável, consiste em confiança. E se o cristal da confiança quebrou? Você até pode colar os pedaços novamente, mas sempre ficará faltando um pedacinho. Um relacionamento saudável é embasado na felicidade individual do ser humano, para posteriormente ser contemplada e compartilhada à dois.

"Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si, é sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti."

Neste link segue o vídeo que remete o que escrevi

Um abraço.

Tah Mayer

terça-feira, 27 de junho de 2017

Um pensamento com brigadeiro de panela

São precisamente 01:54hs da manhã. Faz uma noite gostosa de inverno aqui no RS. O clima está ameno, a noite linda. Estou na casa de uma amiga e pedi para ela fazer brigadeiro de panela... Ela me chamou de chata e manhosa, mas eu preciso de chocolate porque chocolate libera endorfina, e eu estou precisando em demasia de endorfina.



É estranho como as coisas mudam de uma hora para outra... Quando você pensa estar certo de tudo, vem o destino e te mostra que você estava equivocado. Talvez até voce tenha, em algum momento, percebido que as coisas não estavam muito bem, só voce não queria "aceitar" e assumir esse fato.

Shakespeare já dizia "que um dia você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma, e você aprende que amar não significa apoiar-se"... Concordo com Shakespeare.
Levei anos para entender que a minha felicidade não estava no outro, durante anos procurei ser feliz em algo ou alguém, e isso foi um equívoco. Felicidade vem de dentro, não há a possibilidade do outro plantar ela dentro de você, porque o outro está na sua vida para contemplar a sua essência.

Na teoria, quando você esta se sentindo bem e feliz, tudo conspira a favor de você... o trabalho flui, você prospera em todas as áreas, você emana energia em todos os campos e quanto mais energia emana mais coisas boas vai atraindo para seu campo magnético, como se fosse um imã...
Na pratica funciona diferente, porque nós, seres humanos, temos o costume de sempre duvidar se somos merecedores ou não das coisas que estão acontecendo.

A vida é um sopro! Hoje você está triste, aí você come um brigadeiro de panela e fica bem! Amanhã você chora, no outro dia você se mata rindo de um termo "brega" que sua amiga falou na madrugada, hoje você esta acompanhado, amanhã está sozinho... e descobre que já estava sozinho mesmo estando acompanhado, hoje você come a melhor comida do mundo, amanhã você come uma miojo, hoje você está vivo, amanhã esta morto... É nesse breve instante, que a vida passa... ela é um sopro!

Fico pensando em quantas pessoas perderam a chance de viver um sonho, de realizar uma meta, de viver um amor porque não se deram conta de que tudo passa muito depressa aqui nessa vida... Quantas pessoas levam uma vidinha mais ou menos por se acharem "não merecedoras" de sucesso, de amor, de prosperidade...? Quantas pessoas vivem relacionamentos falidos pelo simples fato de ter medo de ficar sozinho? Quantas pessoas vivem acompanhadas mas sozinhas ao mesmo empo? Quantas pessoas vivem uma rotina, e não se dão conta de quão infelizes estão? E quantas pessoas se dão conta de tudo isso e não tomam uma atitude, pelo simples fato de que o medo as deixa estagnadas...?

E, como eu disse no início, tudo mudo de uma hora para outra... Sabe aquela máxima que tem la na Bíblia "Bata e a porta se abrirá; Peça e lhe será concedido"? Então, funciona assim... Você pede, o Universo conspira para que você realize... Aí quando o Universo está lá, formulando seu pedido, você saiu do eixo... Quando saiu do eixo o seu pedido chegou, mas você não estava na porta para receber... Então, aproveita todas as oportunidades que lhe aparecerão, porque quando elas passam, demoram muito temo para voltar.

O brigadeiro liberou endorfina e me deu sono. Vou me recolher.

Tah Mayer














sexta-feira, 2 de junho de 2017

Seja filtro e não esponja

Sinto falta de escrever. 
Sinto falta de expor, através das palavras, toda a minha energia, minhas emoções e meus sentimentos.
É como se eu estivesse, durante todo esse tempo em que estive ausente do blog, em uma longa viagem... em busca de mim, tentando me reencontrar.

Me falaram uma vez "que ser autêntico não é nada fácil, mas que é gratificante"... Fiquei pensando o que seria essa tal "autenticidade"... seria mais algum rótulo imposto pela sociedade? Seria uma regra imposta para nos encaixarmos em alguma tribo? Ou seria uma condição para termos a aceitação de um grupo de amigos?

Durante anos fui quem gostariam que eu fosse, vivi por um bom período para agradar o outro, a sociedade. Um dia acordei com uma vontade de ser eu na minha mais pura essência... Mimada, chorona, sentimental, aquela que saiu da zona de conforto e foi em busca de seus sonhos. Tenho vivido, ou ao menos venho tentando, viver na máxima "seja filtro e não esponja". Estou feliz assim, sendo eu... com minhas vontades, meus desejos, minhas escolhas, meu pensamento. Sinto falta de algumas pessoas que convivi, é verdade, mas tento remeter meu pensamento à tudo de bom que cada um me transmitiu, isso ajuda a amenizar a falta, a saudade. Tudo o que chega e tudo o que parte, é necessário para nossa evolução. 


Temos um lado de luz e um lado sombrio, vivemos em um mundo dual. O equilíbrio acontece quando você se percebe e acorda para esta realidade existencial. Embora tenhamos qualidades, somos imperfeitos em alguns aspectos. Quando seu lado de luz percebe o seu lado sombrio, e você por medo pensa "não quero ser assim, é feio" é um equívoco... o ideal é que seu lado de luz envolva o seu lado sombrio, receba o lado sombrio com amor... só assim conseguiremos, talvez, chegar a perfeição. Ainda estou me questionando se o fator principal deve ser atingir a perfeição ou a totalidade... em qual se encaixa a felicidade que buscamos? A perfeição, para termos a aceitação do outro, da sociedade? Ou a totalidade, aquela que faz com que tudo contemple a nossa essência? 

Não viva sob rótulos. Não viva para agradar o outro. Não seja um coração leviano. Felicidade vem de dentro pra fora, ela irradia e contagia a tudo e todos, porque quando ela vem de dentro, ela vem com amor. Simples assim.

Por hoje encerro por aqui 😊

Tah Mayer.




domingo, 2 de agosto de 2015

Daqui para frente apenas o que couber na bolsa e no coração...

Dois anos e dois meses se passaram desde minha ultima postagem aqui no blog... Nossa!
Andei por aí, tentando me encontrar, reorganizando tudo, recomeçando minha vida... me reinventando.

Sabe aquela máxima "Mude, mas comece devagar..." pois é, a minha mudança veio de supetão, de forma brusca, tumultuada, intensa... tipo um trem desgovernado descendo montanha abaixo... Impossível controlar as emoções e sentimentos. Sou leonina nata, 100% coração. Não sei ser 50%.

Meados de 2013 eu andava infeliz. Sim, infeliz... Não vivia mais uma vida feliz e colorida, tudo estava tipo "preto e branco", sorria por fora e chorava por dentro; Cheguei em um ponto em que não sentia mais amor pelo outro, me tornei incapaz de amar, me tornei o tipo de pessoa que tinha tudo e ao mesmo tempo não tinha nada. A vida à dois já não me satisfazia e, pior ainda, eu não tinha mais amor próprio, eu não me amava mais, não me apreciava.

Posso dizer à você que Deus existe... Sim Ele existe. E Ele ouve você quando você apenas fala com Ele com todo o seu coração... Lembro que na virada de 2012 para 2013 eu chorei muito vendo a queima de fogos, e ali naquele momento, naquela entrada de 2013 eu pedi... Não, eu implorei, eu supliquei: "Oi Deus, eu apenas quero pedir ao Senhor que coloque sentido na minha vida, se estiveres me ouvindo, gostaria que o senhor me tirasse dessa inercia e deixasse tudo colorido." E Ele me ouviu...

O tornado "separação" apareceu na minha vida, e Deus caprichou... e tudo começou a fazer sentido. Comecei a me amar, a me apreciar, e tudo começou a ficar colorido em minha vida.

Eu não quero escrever tudo hoje, mas o que quero dizer para você é que nestes dois anos e dois meses em que fiquei afastada daqui desse meu cantinho muita coisa boa aconteceu na minha vida. Eu ousarei a dizer que "sou realizar".
Realizei sonhos muito antigos (alguns já estavam até dentro do baú) que estavam adormecidos, e esta arte de realizar é que tem deixado tudo colorido.

O nome deste blog antes era "ser como o rio que flui" pois acredito que a vida é como um rio... Em alguns momentos está tudo fluindo calmamente, em outros você tem que contornar as pedras de forma brusca com a correnteza.
Mas depois desse período afastada, decidi que mudaria o nome do blog para "uma questão de percepção" porque acredito que tudo na vida depende de como analisamos. Se você acha que pode, você está certo; Se você acha que não pode, você também está certo.

Tenho muitas experiências para compartilhar com você... Estou organizando os textos para poder publicar aqui no blog.

Hoje encerro por aqui.
Sou um eterno tornar... Vivo em constante mudança.



Um forte abraço de Luz!

Taísa.