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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Da despedida

Fiquei uma semaninha em #OFF. Fui fazer uma viagem curtinha, porém intensa.
Há mais de 10 anos eu não 'colocava os pés' na cidade de Rosário do Sul, município da região da fronteira do nosso Estado. Na verdade, cheguei na cidade atrasada demais... (mas isso vocês, caros leitores, irão entender ao longo deste post!)

A medida em que me aproximava da cidade a nostalgia foi tomando conta de mim... A doce lembrança de minha infância, as brincadeiras com os primos e primas, as festas de finais de ano com a família toda reunida, os 'amigo-ocultos', as deliciosas abóboras carameladas que minha Vózinha cozinhava, as caçadas de lesmas e minhocas com meu Avô, o meu Avô...

Rosário do Sul têm 41 mil habitantes.
Têm também 47 mil mortos.
Há mais mortos do que vivos na cidade. É quase uma cidade 'fantasmagórica'.
Paga para ver? Apareça lá e vá até o cemitério... enorme, imenso! Um exército!

A minha sensação ao colocar o pé dentro do cemitério foi, no mínimo, de ansiedade.
Meu avô faleceu há quase 3 anos. Não compareci no velório. Não compareci ao enterro. A notícia chegou tarde demais até à mim. Chegar na casa de minha Avó e não vê-lo foi muito estranho...
Ele sempre, sempre me esperava com um sorriso estampado na face e soltava um 'Oi minha filha'. Foi doloroso ver as coisas dele ainda lá, intactas. A casa ainda tem muito dele: fotos, objetos, cheiro... a essência dele ainda reside lá.
E quando me deparei, com a foto dele naquela lápide não resisti e caí no choro. Me abraçei na minha tia e desabafei "Cheguei tarde demais!"

Eu não me ajoelhei perante a lápide. Eu não toquei na foto dele. Não falei em voz alta.
A minha despedida foi feita ali, frente à frente, mentalmente, de coração para coração, de alma para alma. Eu, meu choro e minha despedida mental. Por incrível que pareça, naquele triste instante de choro, de angústia, de perda, de dor, o Sol apareceu naquele céu cinzento daquela segunda-feira. Não sei o que você pensa disso, mas para mim, Taísa, aquilo foi um sinal: era ele, meu amado e adorado Avô que estava em sintonia comigo.

Não pude deixar de sentar no meu banquinho.
Bem, quando eu tinha  um ano de idade, o meu Avô fez um banquinho de madeira para eu sentar sempre ao lado ele, enquanto ele degustava do seu tradicional chimarrão. O famoso banquinho existe até hoje. Tentei trazê-lo, mas foi em vão... Minha Avó disse que o banquinho tem que ficar lá, pois assim eu posso voltar mais vezes. Sentar naquele banquinho, foi recordar todos os doces momentos que vivi ao lado do meu Avô...

E é assim que me recordo dele: sorridente, amoroso, cuidadoso, feliz da vida com a família reunida, simples, de coração. Tudo permanece exatamente igual. Não pronuncio o nome dele com tom de tristeza, e sim com doçura.

O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.




"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda minha vida" 

(Tom Jobim)
                                                             







Por hoje é isso.
Obrigada por visitarem meu cantinho.

Luz e Paz.
Namastê!




















sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Movimento Perfeito

Bem, como alguns de vocês (leitores) sabem, no semestre passado eu estava fazendo acompanhamento psicológico, mas as consultas semanais pareciam não saciar minha alma e acalmar meu coração. Eram raros os dias em que eu saía do consultório com a sensação de leveza, normalmente eu chorava muito nas consultas e saía de lá triste...

Enfim, após o encontro naquela noite tão gostosa da última quarta-feira, cheguei em casa em êxtase! Quase não consegui encontrar palavras certas para definir aquele encontro: uma noite mágica, intensa, produtiva, cheia de vida, próspera, excelente... Única e magnífica!
O assunto do encontro tinha como tema 'O que as doenças e os sintomas querem comunicar a você?'. Descobri o motivo das minhas dores de cabeça e os desconfortos musculares do Lê. 
A resistência produz venenos para o corpo:
  • Ressentimento
  • Criticismo
  • Culpa
  • Medo e tensão

Você deve estar se perguntando, 'afinal o que é este tal de Movimento Perfeito'? Não..., não é uma religião, não é um culto, não é ter um pensamento positivo (mesmo porque não basta somente ter pensamento positivo e não praticá-lo!). Pude concluir que Movimento Perfeito é uma filosofia de vida. Viver em Movimento Perfeito significa viver as práticas  propostas pela criadora do método, a Psicóloga Rosalia Schwark. Não entendeu? Pois bem, tentarei ser mais clara e objetiva...

Tomarei por exemplo o Budismo (filosofia que sempre me interessou). 
O Budismo é uma filosofia de vida baseada nos profundos ensinamentos de Buda para todos os seres, que revela a verdadeira face da vida e do universo. Buda não pretendia converter as pessoas, mas iluminá-las.Os budistas são incentivados a manter e a praticar bondade amorosa e compaixão para com todos os seres. Através do ato de disciplinar o pensamento, ação e comportamento, pode-se evitar os estados de mente que destroem a paz interior. É comum no Budismo a prática da meditação. A meditação ajuda a manter o foco de seus pensamentos. Ou seja, os budistas exercem, vivem a sua filosofia, praticando a bondade e disciplinando todos os dias seu pensamento, sua mente.


Movimento Perfeito são técnicas desenvolvidas para praticar diariamente, disciplinando seu pensamento, sua mente. Através da prática, tudo ao seu redor terá um 'encaixe perfeito', o universo conspirará para que as coisas que almejas cheguem na Sua vida. Exercendo as técnicas e educando sua mente, você descarregará informações de alto nível de qualidade no seu cérebro. Resultado? Já comprovado científicamente, o
s pensamentos gozam de quantuns de energia. Sendo assim, descarregando informações de qualidade, produziremos energias, ou Luz - como queiram chamar - Seremos 'Seres de Luz'... a vibração produzida no nosso corpo, será uma corrente que atrairá mais Luz ainda!

Não poderia deixar de mencionar aqui, sobre a meditação do final do encontro: enquanto voltávamos para casa, o Lê e eu não parávamos de comentar sobre o encontro, saímos de lá com uma sensação muito agradável, de leveza... É, a meditação teve seu resultado!!!

A quem possa interessar recomendo que compareçam no Encontros de Educação Emocional que são realizados quinzenalmente as quartas-feiras, na AMRIGS em POA. Mais informações no site do MP, no Facebook e no Twitter.

Encerro o post, já confirmando nossa presença para o próximo encontro do dia 24/08/11.

"Freud foi marco no século XX. Rosalia Schwark almeja ser reconhecida como um marco do século XXI!!! Vamos espalhar esse amor não condicional pelo mundo..."

Luz e Paz,
Namastê!