Eu sempre fui (e sempre serei) uma pessoa de bom coração, sabe!?
Saí de casa muito cedo e fui morar sozinha para batalhar por mim e pela minha liberdade. Desde então, vez por outra, passei por eventuais situações onde eu não
soube como manter o “Equilíbrio”; Na grande maioria dessas situações, eu sempre segui o meu lado
bondoso, escutei o meu coração. Só isso. E não há problema algum em ser assim. É tipo uma Jedi, sabe!? Se você assistiu Star Wars, você vai entender ao que me refiro, mas caso não tenha assistido, deixe-me fazer entender...
Os Jedis
optam por viver no lado Luz da Força. Daí vem a minha paixão por Star Wars (por
isso eu amo R2d2, C3PO, BB8, Yoda, Princesa Léia, Han Solo, Chewbbacca e toda a
galera que já voou na Millennium Falcon, J). O lado Negro da Força vive em constante batalha com a Luz. Nunca acreditei que o Lord Vader era feliz vivendo no lado Sombra; Tanto que, no final de sua vida ele se redime; Vader viveu sua jornada se escondendo e alimentando sentimentos de baixo padrão, enquanto as pessoas que realmente o amavam vivam lutando para que ele se permitisse o lado Luz, mas somente quando está à beira da morte ele vai para a Luz ao encontro dos demais Jedis (é uma cena muito pontual e bonita do filme)... Minha vibração sempre foi no lado Luz e nunca no lado Sombra.
Bom, vamos voltar ao
ponto da inicial deste texto, onde eu falava sobre manter o Equilíbrio...
Algumas vezes, em momentos bem pontuais, algumas pessoas me diziam que eu tinha que
ser uma pessoa “mais firme e menos boba na vida Tatá, sem perder a sua
essência”; “Você precisa aprender a sentir a maldade das pessoas, Tah” (fiquei
assustada quando ouvi isso); E teve também alguém que falou “nunca perca essa
sua ingenuidade e o seu coração bondoso." Porém hoje eu concordo com algumas destas colocações; Era necessário tomar uma dose de frieza, servida em uma taça de dry martini, onde eu pudesse degustar e aprender esse novo sabor.
Não. Eu não perdi nada. Apenas saí da zona de conforto e aparei algumas arestas. A "ingenuidade" de olhar para a vida, acreditando no outro e na palavra do outro permanece intacta. O coração bondoso, segue com a mesma essência. Só que, embora a essência esteja mantida, alguns pequenos ajustes se fizeram necessários.
Uma pequena, grande e sábia amiga ficou muito assustada
quando eu disse a ela a seguinte frase da Tati Bernardi: “Aprendi a amar menos,
o que foi uma pena. Aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma
pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba, teria sido fatal”... Ela ficou
com receio de que eu estivesse me tornando uma pessoa amargurada com a vida. Mas não é nada disso, absolutamente nada.
Metaforicamente falando, sou um Próton, e não um Elétron. Jamais optei por alimentar as cargas negativas que me rodeiam vez por outra. Minha intenção sempre foi transmutar positivamente estas cargas, regando elas com muito acolhimento, com altas doses de paciência e de Fé, pois para manter o Equilíbrio, é preciso Acreditar. Perder o equilíbrio, vez por outra, faz parte de manter uma vida equilibrada; Pois quando perde o equilibro, você passa por situações que lhe permitem aparar arestas, reciclar as partes feias, e voltar a se concentrar no "núcleo do átomo", no seu ponto de equilíbrio.
