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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Sobre manter o equilíbrio

 Eu sempre fui (e sempre serei) uma pessoa de bom coração, sabe!?

Saí de casa muito cedo e fui morar sozinha para batalhar por mim e pela minha liberdade. Desde então, vez por outra, passei por eventuais situações onde eu não soube como manter o “Equilíbrio”; Na grande maioria dessas situações, eu sempre segui o meu lado bondoso, escutei o meu coração. Só isso. E não há problema algum em ser assim. É tipo uma Jedi, sabe!? Se você assistiu Star Wars, você vai entender ao que me refiro, mas caso não tenha assistido, deixe-me fazer entender...
Os Jedis optam por viver no lado Luz da Força. Daí vem a minha paixão por Star Wars (por isso eu amo R2d2, C3PO, BB8, Yoda, Princesa Léia, Han Solo, Chewbbacca e toda a galera que já voou na Millennium Falcon, J). O lado Negro da Força vive em constante batalha com a Luz. Nunca acreditei que o Lord Vader era feliz vivendo no lado Sombra; Tanto que, no final de sua vida ele se redime; Vader viveu sua jornada se escondendo e alimentando sentimentos de baixo padrão, enquanto as pessoas que realmente o amavam vivam lutando para que ele se permitisse o lado Luz, mas somente quando está à beira da morte ele vai para a Luz ao encontro dos demais Jedis (é uma cena muito pontual e bonita do filme)... Minha vibração sempre foi no lado Luz e nunca no lado Sombra.

Bom, vamos voltar ao ponto da inicial deste texto, onde eu falava sobre manter o Equilíbrio...
Algumas vezes, em momentos bem pontuais, algumas pessoas me diziam que eu tinha que ser uma pessoa “mais firme e menos boba na vida Tatá, sem perder a sua essência”; “Você precisa aprender a sentir a maldade das pessoas, Tah” (fiquei assustada quando ouvi isso); E teve também alguém que falou “nunca perca essa sua ingenuidade e o seu coração bondoso." Porém hoje eu concordo com algumas destas colocações; Era necessário tomar uma dose de frieza, servida em uma taça de dry martini, onde eu pudesse degustar e aprender esse novo sabor.

Não. Eu não perdi nada. Apenas saí da zona de conforto e aparei algumas arestas. A "ingenuidade" de olhar para a vida, acreditando no outro e na palavra do outro permanece intacta. O coração bondoso, segue com a mesma essência. Só que, embora a essência esteja mantida, alguns pequenos ajustes se fizeram necessários.

Uma pequena, grande e sábia amiga ficou muito assustada quando eu disse a ela a seguinte frase da Tati Bernardi: “Aprendi a amar menos, o que foi uma pena. Aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba, teria sido fatal”... Ela ficou com receio de que eu estivesse me tornando uma pessoa amargurada com a vida. Mas não é nada disso, absolutamente nada. 
Metaforicamente falando, sou um Próton, e não um Elétron. Jamais optei por alimentar as cargas negativas que me rodeiam vez por outra. Minha intenção sempre foi transmutar positivamente estas cargas, regando elas com muito acolhimento, com altas doses de paciência e de Fé, pois para manter o Equilíbrio, é preciso Acreditar. Perder o equilíbrio, vez por outra, faz parte de manter uma vida equilibrada; Pois quando perde o equilibro, você passa por situações que lhe permitem aparar arestas, reciclar as partes feias, e voltar a se concentrar no "núcleo do átomo", no seu ponto de equilíbrio.







quinta-feira, 24 de março de 2022

Filosofias da madrugada

 Em uma longa e infinita madrugada, uma amiga e eu conversávamos sobre Amor e Deus. O diálogo abaixo é de parte de nossa conversa. Ela começou assim...

"- A frase popular diz 'que a gente tem o que a gente merece', néh? Nós vivemos diariamente situações boas e ruins, temos sinais o tempo inteiro, de tudo.
E por quê eu refiro a palavra 'sinais'? Porque você 'percebe' os sinais. Mas e por quê você percebe os sinais? Porque quando você conhece uma pessoa, você é razão... Então a razão te mostra as coisas, e a partir do momento em que a emoção passar a tomar conta de você, você não tem mais clareza. É nesse momento que você passa a ter o que você quer, e não o que você merece, entende!?

Então, quando estes 'pequenos detalhes' se apresentam em nossas vidas (seja em algum momento do dia que foi corrido ou da tarde de chuva osciosa), passamos a pensar emocionalmente; E quando pensamos emocionalmente, os sinais passam despercebidos, você já não enxerga mais nada. E Deus diz que nós temos que ser razão e não emoção (a função do coração é bombear sangue). Ele diz que você tem que ser Águia e não Avestruz. 
A águia, quando ela constrói um ninho, ela constrói em uma montanha muito alta, para que nada aconteça com o ninho dela (já encontraram ninhos de águias de 5mts de altura); Ela constrói bem alto pois ela tem um cuidado e um zelo pelo que é dela (sua família). E, quando seus filhotinhos nascem lá no topo, a própria águia empurra os filhotinhos de lá de cima. Ela quer que eles vivam. Pode parecer estranho, mas quando ela empurra seus filhotes, ela voa rapidamente abaixo deles, porque se algum filhotinho cair, ela será a base dele. Já o avestruz, quando ele põe os ovos, ele enterra em uma camada de terra bem fina, que ele mesmo pisa em cima e quebra.
Deus deu inteligência para a águia e agilidade para o avestruz (ele corre mais que um cavalo). Deus deu algo para ambos. 

- Mas Deus não é Amor? - perguntei.

- Deus é Amor. Não coração. Deus é razão, é emoção, é sentimentos. Ele te deu uma Vida e te deu o Livre-arbítrio. Ele sempre vai estar com você. É igual liberar uma criança no parquinho... A mãe fica observando e diz 'vai, mas não se machuque, tome cuidado'... Assim é Deus, ele te libera e fica observando enquanto você está no 'parquinho'. Mas Ele está contigo o tempo inteiro. 
Então, você faz o que você quiser na sua Vida. E sempre que acontecer alguma coisa que você for reclamar, perceba os gatilhos que fazem você sentir raiva ou tristeza em alguns momentos, você consegue perceber os gatilhos que geram esses sentimentos ruins. E esses gatilhos não são 'nossos', eles são causados pela nossa mente, e é aí que você se sabota. 
A mente te envia informações o tempo inteiro, informações que você não pediu, porque ela está condicionada a ser assim. E isso é um "falso eu". E aí a verdadeira e doce pessoa que você é na sua essência, não vive. Você se anula. Aí você remete a sua vida à coisas que você tinha e à coisas que você quer ter. Mas e Hoje? Lá Atrás você não vive mais nada e, lá na frente, no Amanhã, você nem sabe se estará viva. Não dá para ser assim, ficar sem viver o Presente.
E o certo é ter o que você merece, primeiro para você e, depois, para o outro. Por isso a importância de 'tirar umas férias somente com você', não se envolver com ninguém durante esse processo. E é aí que começa a sua evolução...Não deixe sua mente criar hábitos. Tomar banho, escovar os dentes, calçar um tênis, ir trabalhar sempre pelo mesmo caminho, tomar o mesmo café da manhã todo santo dia... São hábitos condicionados; Então não deixe sua mente te condicionar ao hábito de sentir emoções e sentimentos ruins. 
Deus é Amor e Compreensão. Ele vai compreender se você cometer algum equivoco durante seu caminho. Ele vai compreender porque Ele vê o que está lá dentro de sua essência, na sua Alma.

- E só quem é Amor consegue ver também - acrescentei."


Assim seguimos, evoluindo sempre.











terça-feira, 23 de novembro de 2021

Dos desafios de ser uma ciclista

Como a grande maioria das pessoas que me cercam sabem, eu passei a ser ciclista em 2018. De lá pra cá já foram várias pedaladas e inúmeros Kms; Porém, ontem, eu tive a minha "primeira intercorrência sozinha", vamos dizer assim.


Eu voltava do trabalho quando um motorista avançou, eu desviei, mas acabei perdendo o equilíbrio e fui ao chão. Não, eu não usava fones de ouvido. A minha bike se machucou, mas eu também acabei machucando ambos joelhos, as palmas de minhas mãos também machucaram um pouco pois tentei segurar ao máximo para não bater o rosto, literalmente "de cara no chão", sabe...!?
Falando assim, parece até pouca coisa (eu até pensei que não iria passar de um joelho ralado, mas ambos incharam, apareceram hematomas e depois mais duas partes de minha perna acusaram dor e inchaço), mas pra mim não foi pouca coisa... Ser ciclista é para corajosos, e ser ciclista urbano é para pessoas que gostam de desafios diários, pois pedalar em cidades com praticamente nenhuma ciclovia e contar com a educação no trânsito dos motoristas (aqui eu diria, inexistente) é, de fato, um desafio! Eu fiquei assutada com a cena em si, com a situação, com o motorista que seguiu seu rumo como se nada tivesse acontecido, com a falta de gentileza, cordialidade ou empatia (como queiram chamar)... Ninguém parou, ninguém desceu de seus carros, ninguém ajudou. Sei que tem pessoas que acreditam que ninguém precisa parar para ajudar alguém... mas em situações como essa, a gente (pessoas de bom coração, sabe!?) para e costuma oferecer ajuda né... Ao menos foi isso que eu aprendi, desde pequena. Enfim... eu fiquei nervosa e assustada. E continuo indignada com a forma como nós, ciclistas, somos tratados no trânsito (especificamente aqui na cidade de Canoas/RS): sem respeito algum!

Nunca pensei em ser ciclista. O ciclismo me foi apresentado como, não somente um esporte, mas como uma atividade "libertadora" sabe... Aquela sensação gostosa, prazerosa de liberdade que a gente sente na face do rosto quando está em cima de uma bike... Eu aprendi a amar o ciclismo, e a apreciar os benefícios que ele me traz, como ir para o trabalho de bike, por exemplo. E sim, eu aprendi a ser ciclista urbana com todos os cuidados, sinais, iluminações e equipamentos (como capacete) necessários. Eu pedalo devidamente equipada e sinalizada.


Prainha do Iberê - Zona Sul de Porto Alegre - 07/11/2021



Nós caímos porque temos que aprender a nos levantar, é como uma lição para nos aprimorarmos em algo. Às vezes, perder o equilíbrio faz parte de manter uma vida equilibrada.






sábado, 14 de dezembro de 2019

De Ajuricaba para São Paulo...

Há 13 anos atrás eu saí da cidade de Ajuricaba, cidadezinha do interior do Estado do Rio Grande do Sul com cerca de 7.200 habitantes (aproximadamente), com uma mala de calçados e uma mala de roupas, e trouxe muitos sonhos na bagagem.
Decidi sair da casa de minha mãe aos 18 anos, tinha o sonho e a vontade de ser independente.
Não foi fácil sair da casa de minha mãe, ficar longe de meu irmão, longe dos amigos. A adaptação em Canoas foi árdua.

Durante os 13 anos residindo em Canoas evoluí muito como pessoa. Costumava ser a menina mimada, que batia o pé quando queria algo. Depois de muitos tombos na vida e algumas decepções, eu resolvi mudar. Não pelos outros, mas por mim. Situações e pessoas se repetiam na minha jornada, e eu me questionava o “por quê as coisas não fluíam?”...Nada fluiria enquanto eu não passasse por uma mudança interna significativa.

Comecei a transcender em 2011, quando conheci a filosofia do Movimento Perfeito, mas foi em 2015 que realmente a mudança aconteceu. Foi nesse ano que entendi que tudo o que acontecia e tudo o que não acontecia era resultado da qualidade de meus pensamentos. Entendi, de forma dolorosa para uma leonina intensa, que nem todo mundo que eu considerava amigo, era, de fato, meu amigo. Resolvi fazer da decepção, aprendizado. Entretanto, não posso deixar de falar que conheci muita gente do bem em Canoas, principalmente meus clientes, meus fiéis clientes que sempre prestigiaram meu trabalho. E, claro, fiz amigos maravilhosos e “de verdade” em Canoas, e sou grata a estes amigos e amigas por nossas vidas terem se cruzado nesse mundo louco, e por eles terem permanecido.

A diferença é que, de Canoas a Ajuricaba, cerca de 412km de viagem me separavam de minha família. Hoje, estou cerca de 1122km de distância de minha família e de meus amigos. Então sim, estou um turbilhão de emoções em virtude dessa adaptação.

Mudar para São Paulo foi um processo de desafio interno. Optei por recomeçar novamente, sem perder a minha essência, mas com outra percepção sobre vida, pessoas, relações e situações, para simplesmente não passar por mais decepções na vida.

“Você foi corajosa ao ir para São Paulo.” Sim. Eu sou corajosa, persistente, observadora, e aprendi a ter paciência. Caio 7 vezes, levanto 8. É assim que evoluímos. A maturidade me fez entender que a vida está aí para ser vivida. E recomeçar faz parte da nossa constante evolução. A gente se reconstrói, porque somos resiliência.

Cada um transborda o que tem dentro de si. E está tudo certo.

Com carinho,

Tah Mayer :)



Inverno de 2019 em Ajuricaba, numa manhã de 4 graus negativos 

São Paulo me faz tão sentimental...

Estou acordada e a insônia novamente me pegou. É na madrugada que os pensamentos fluem e a vontade de escrever me visita. 

Há semanas queria colocar em palavras a mudança de vida que realizei em 2019. Após 33 anos, resolvi sair da zona de conforto no Rio Grande do Sul para vir residir na megalópole que é São Paulo. O planejamento começou em Maio deste ano, e a concretização ocorreu aos finais de Outubro. 1/11/2019 foi quando chegamos aqui. 

São Paulo é completamente diferente daquilo que a mídia divulga. Claro que existe criminalidade, não serei hipócrita, mas decidi olhar para São Paulo com o olhar de apreciação e não com aquele pensamento de que “é uma cidade perigosa”. Todos os dias descubro algo diferente aqui e fico encantada, seja durante as pedaladas em uma contemplação aos lindos edifícios da Faria Lima, ou na descoberta de uma praça fabulosa, como a praça Monteiro Lobato.
Praça Monteiro Lobato - São Paulo
Conheci meu namorado me relatando sobre a maravilha que era desfrutar de um samba em São Paulo e, realmente, ele têm razão... O paulistano é mestre no samba. A melodia, as letras, a sincronia... eles sabem aproveitar os momentos da vida.


Aqui penso, constantemente, no quesito Felicidade. Decidimos ser felizes quando não damos espaço para situações e pessoas infelizes, pois a infelicidade contamina a Felicidade. Felicidade é estar em um lugar maravilhoso, desfrutando de momentos felizes, ao lado de pessoas queridas. Pessoas queridas são felizes por natureza, pois elas não dão espaço para negatividade. Leandro Karnal refere que "a Felicidade é resultado da nossa capacidade de resolver problemas", e concordo plenamente com ele. Todavia acredito também que nossa Felicidade está relacionada a nossa vitalidade, a nossa  batalha interna para realização de metas, nossas capacidades de superação e coragem. Eu juntei tudo isso (coragem, superação, vitalidade, amor e muita gratidão) e aqui estou, com a Felicidade me acompanhando. Sou abençoada por ter um namorado paulistano que me faz ficar cada vez mais apaixonada por São Paulo (e por ele também, óbvio!), estou cercada de pessoas que vibram positivamente por estarmos aqui, estou sendo acolhida por pessoas queridas e de bom coração. Gratidão, Deus!

Sair do Rio Grande do Sul não foi um processo fácil, pois lá eu tive uma infância feliz, uma adolescência feliz, e uma vida adulta de muita aprendizagem; Entretanto a maturidade me fez querer voar mais alto e ser mais feliz ainda ao lado de um paulistano lindo que contemplou a minha essência.

Há quem fique feliz com algo material, eu fico feliz só de viver cada momento intensamente, pois acredito que a vida é feita de momentos.
Sim, estou em um momento feliz!

Claro que escreverei mais, pois há muita coisa boa nessa cidade.

Excelente final de semana, e obrigada pela visita aqui no Blog :)

Tah Mayer.



domingo, 24 de fevereiro de 2019

Felicidade: estágio ou apenas um momento?

Voltei. E com saudade. Escrever é uma das coisas que me fazem muito bem; Acredito que através das palavras consegue-se expressar exatamente aquilo que sentimos. 

Então vamos falar sobre algo que a grande maioria das pessoas vive buscando, mas que poucos conseguem entender; Vamos falar sobre "Felicidade".


Dias atrás, enquanto esperava em uma fila de atendimento, escutei a seguinte frase: "não existe uma pessoa que viva uma vida feliz o tempo todo." Na hora, fui tomada de uma sensação de tristeza e pensei: "Que dias tristes essa pessoa deve viver!"... Saí da fila de atendimento com aquela colocação martelando minhas idéias... É triste pensar que ainda existam pessoas que tomam estes pensamentos limitantes como verdades. Claro... Sei que há momentos em nossa existência que nos deparamos com situações desagradáveis, momentos indesejáveis... Mas eles apenas fazem parte de nossa evolução como seres humanos. Imagine o quão cinza deve ser a vida de quem acredita nisso. De quem acredita que não se pode ser feliz o tempo todo. O quão sem graça deve ser uma vida assim... Sem cor, sem alegria, sem amor, sem brilho.

Lembrei daquele filme excelente, "A procura da felicidade", onde Chris Gardner (interpretado pelo magnífico Will Smith) vive vários momentos difíceis e não perde a doçura de acreditar na busca constante pela felicidade almejada. Não, ele não culpou o outro, a ex-mulher, as situações, as adversidades; Ele apenas manteve a determinação e a busca contínua pelo que ele acreditava.

O que afinal é a felicidade para você? 




Eu acredito que é uma satisfação, um equilíbrio físico e psíquico, uma paz interior, um estágio durável de plenitude. E quando você atinge este estágio sozinho, você está pronto para partilhar ele com os outros, e situação adversa alguma fará com que você sinta-se infeliz.


Um dos grandes equívocos da maioria das pessoas está em viver acreditando que a sua felicidade está no outro. Digo e vivo repetindo isso: "o outro não é a fonte, é recurso apenas." O outro não tem o poder de me fazer feliz, ele não é responsável pela minha felicidade.


Você é responsável por viver todos os dias felizes e infelizes de sua existência, meu amigo. Você é quem cria a sua realidade, você é quem decide se o dia, os momentos, as situações e as pessoas serão parte de um dia bom ou de um dia não agradável. Quando um dia "não é bom" a culpa não é do outro, das situações, do trânsito, do trabalho ou do mundo... A "culpa", ou a responsabilidade (como você queira chamar), é sua... única e exclusivamente sua. O outro ou as situações não têm o poder de tornar a sua vida mais ou menos feliz. Isso é um grande equívoco de pensamento.

Quantas e quantas vezes você já passou por situações indesejáveis e colocou a culpa da sua infelicidade ou da sua tristeza no outro? Muitas, eu aposto! Essa coisa de sempre se colocar de vítima das situações é uma das crenças limitantes que todos os seres humanos possuem. Fomos condicionados a viver assim, acreditando que a culpa é sempre do mundo externo, quando na verdade essa é uma responsabilidade intransferível. 

Sim, eu sou uma pessoa feliz. Primeiro, porque aprendi que não posso transferir essa responsabilidade para o outro ou para as situações. Segundo, porque sou grata, sou grata por tudo o que chega e tudo o que parte de minha vida. Sim, eu também passo por dias que saem divergentes daquilo que eu gostaria de viver ou experimentar, mas nem por isso me torno uma pessoa triste ou amargurada com a vida. Decido apenas agir com os melhores recursos que tenho no momento, sem me embotar nos "porquês", porque aprendi que "quanto mais você implica, maior fica", e quanto mais você falar sobre os problemas, mais intensidade você coloca neles. Simples assim.


Não se torne aquilo que te feriu. Não se torne aquilo que não deu certo. Não se torne uma pessoa triste. Não permita que o outro ou as situações façam você perder o equilibro. Não permita que sua jornada de vida seja cinza. 


A vida é boa. E pode ser muito melhor.


Com amor,  


Tah Mayer =)

domingo, 30 de setembro de 2018

Luz, amor e liberdade

Todos nós somos seres de Luz. Quando viemos a esse mundo terrestre, viemos únicos e sozinhos. Todas as pessoas que encontramos no decorrer dessa jornada, fazem parte da evolução, de situações que não foram resolvidas, aprendidas, transmutadas em vidas passadas. Você sabe aquela sensação que às vezes você sente e pensa "já vivi isso antes"... então você entende ao que estou me referindo.

Todos nós temos Luz. Alguns alimentam o lado sombrio, outros o lado da Força (ou da Luz, como você preferir chamar). Então, um dia você esbarra com alguém na mesma calibragem de Luz que você, e vocês se conectam. Com a mesma energia, com a mesma evolução, e com as mesmas situações que precisam ser transmutadas. A transmutação é um processo de cura... longo, necessita de paciência, respeito, e amor.
Nossa "missão" é transmutar nas situações, nos conectarmos com nossa Luz e nos reconectarmos uns com os outros. Quando a cura ocorre, ambos se reconectam e estão livres. Livres para viver, para somar, para amar. Escrevemos nosso destino com cada decisão que tomamos. E o destino é imprevisível. O destino nos une a determinadas pessoas. Há um tempo para tudo nessa vida... E a vida não para de nos surpreender.

Na física quântica existe o chamado Princípio da Correspondência, trata-se de uma lei que diz que o universo quântico (micro) - que para nós é invisível - corresponde ao universo clássico (macro), que é a forma como vemos o mundo normalmente. Claro que não preciso explicar os conceitos de física quântica para você entender o que estou falando. O que quero dizer é que o que se manifesta fora de nós é um reflexo do que está dentro de nós.

Observe como funciona a natureza e a própria vida: nada na natureza vive para si. Os rios não bebem sua própria água, as árvores não comem seus próprios frutos, o Sol não brilha para si próprio e as flores não espalham sua fragrância para si. Quando tocamos em algo, deixamos nossas digitais. Quando tocamos as vidas das pessoas que conhecemos, deixamos nossa identidade. A vida é boa quando estamos felizes, mas a vida é muito melhor quando você vê os outros felizes e quando estes estão felizes por você.

Prem Baba diz que o relacionamento com um outro ser humano, principalmente o afetivo-sexual, é o mais poderoso catalisador ou ativador da verdade. Eu acredito muito nisso.

"Amor e Liberdade. Em geral essas duas forças primordiais da vida não caminham juntas, sendo uma quase que exclusão da outra. (...) A energia sexual é a pedra filosofal dos antigos alquimistas. É nesse núcleo da vida que está a chave da libertação, ele nos ensina, buscando iluminar as sombras, as trevas e as passagens escuras de nossa alma. Tudo se resume ao amor, pois esse é o elemento alquímico que nos liberta." - Bruna Lombardi, trecho de livro de Sri Prem Baba.

 A verdadeira sabedoria: amor e liberdade jamais devem andar separados. Viver para os outros, se conectar com os outros é uma regra da natureza. Nascemos sozinhos, conhecemos pessoas para contemplar a nossa essência, e não para nos completar.