Decidi sair da casa de minha mãe aos 18 anos, tinha o sonho e a vontade de ser independente.
Não foi fácil sair da casa de minha mãe, ficar longe de meu irmão, longe dos amigos. A adaptação em Canoas foi árdua.
Durante os 13 anos residindo em Canoas evoluí muito como pessoa. Costumava ser a menina mimada, que batia o pé quando queria algo. Depois de muitos tombos na vida e algumas decepções, eu resolvi mudar. Não pelos outros, mas por mim. Situações e pessoas se repetiam na minha jornada, e eu me questionava o “por quê as coisas não fluíam?”...Nada fluiria enquanto eu não passasse por uma mudança interna significativa.
Comecei a transcender em 2011, quando conheci a filosofia do Movimento Perfeito, mas foi em 2015 que realmente a mudança aconteceu. Foi nesse ano que entendi que tudo o que acontecia e tudo o que não acontecia era resultado da qualidade de meus pensamentos. Entendi, de forma dolorosa para uma leonina intensa, que nem todo mundo que eu considerava amigo, era, de fato, meu amigo. Resolvi fazer da decepção, aprendizado. Entretanto, não posso deixar de falar que conheci muita gente do bem em Canoas, principalmente meus clientes, meus fiéis clientes que sempre prestigiaram meu trabalho. E, claro, fiz amigos maravilhosos e “de verdade” em Canoas, e sou grata a estes amigos e amigas por nossas vidas terem se cruzado nesse mundo louco, e por eles terem permanecido.
A diferença é que, de Canoas a Ajuricaba, cerca de 412km de viagem me separavam de minha família. Hoje, estou cerca de 1122km de distância de minha família e de meus amigos. Então sim, estou um turbilhão de emoções em virtude dessa adaptação.
Mudar para São Paulo foi um processo de desafio interno. Optei por recomeçar novamente, sem perder a minha essência, mas com outra percepção sobre vida, pessoas, relações e situações, para simplesmente não passar por mais decepções na vida.
“Você foi corajosa ao ir para São Paulo.” Sim. Eu sou corajosa, persistente, observadora, e aprendi a ter paciência. Caio 7 vezes, levanto 8. É assim que evoluímos. A maturidade me fez entender que a vida está aí para ser vivida. E recomeçar faz parte da nossa constante evolução. A gente se reconstrói, porque somos resiliência.
Cada um transborda o que tem dentro de si. E está tudo certo.
Com carinho,
Tah Mayer :)
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| Inverno de 2019 em Ajuricaba, numa manhã de 4 graus negativos |

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