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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Dos desafios de ser uma ciclista

Como a grande maioria das pessoas que me cercam sabem, eu passei a ser ciclista em 2018. De lá pra cá já foram várias pedaladas e inúmeros Kms; Porém, ontem, eu tive a minha "primeira intercorrência sozinha", vamos dizer assim.


Eu voltava do trabalho quando um motorista avançou, eu desviei, mas acabei perdendo o equilíbrio e fui ao chão. Não, eu não usava fones de ouvido. A minha bike se machucou, mas eu também acabei machucando ambos joelhos, as palmas de minhas mãos também machucaram um pouco pois tentei segurar ao máximo para não bater o rosto, literalmente "de cara no chão", sabe...!?
Falando assim, parece até pouca coisa (eu até pensei que não iria passar de um joelho ralado, mas ambos incharam, apareceram hematomas e depois mais duas partes de minha perna acusaram dor e inchaço), mas pra mim não foi pouca coisa... Ser ciclista é para corajosos, e ser ciclista urbano é para pessoas que gostam de desafios diários, pois pedalar em cidades com praticamente nenhuma ciclovia e contar com a educação no trânsito dos motoristas (aqui eu diria, inexistente) é, de fato, um desafio! Eu fiquei assutada com a cena em si, com a situação, com o motorista que seguiu seu rumo como se nada tivesse acontecido, com a falta de gentileza, cordialidade ou empatia (como queiram chamar)... Ninguém parou, ninguém desceu de seus carros, ninguém ajudou. Sei que tem pessoas que acreditam que ninguém precisa parar para ajudar alguém... mas em situações como essa, a gente (pessoas de bom coração, sabe!?) para e costuma oferecer ajuda né... Ao menos foi isso que eu aprendi, desde pequena. Enfim... eu fiquei nervosa e assustada. E continuo indignada com a forma como nós, ciclistas, somos tratados no trânsito (especificamente aqui na cidade de Canoas/RS): sem respeito algum!

Nunca pensei em ser ciclista. O ciclismo me foi apresentado como, não somente um esporte, mas como uma atividade "libertadora" sabe... Aquela sensação gostosa, prazerosa de liberdade que a gente sente na face do rosto quando está em cima de uma bike... Eu aprendi a amar o ciclismo, e a apreciar os benefícios que ele me traz, como ir para o trabalho de bike, por exemplo. E sim, eu aprendi a ser ciclista urbana com todos os cuidados, sinais, iluminações e equipamentos (como capacete) necessários. Eu pedalo devidamente equipada e sinalizada.


Prainha do Iberê - Zona Sul de Porto Alegre - 07/11/2021



Nós caímos porque temos que aprender a nos levantar, é como uma lição para nos aprimorarmos em algo. Às vezes, perder o equilíbrio faz parte de manter uma vida equilibrada.






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