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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Das reflexões sobre o fim de uma relação

Escrevi este post em uma madrugada infinita, logo após que cheguei da minha última viagem para Europa. O post é sobre o período "pós-separação", onde me permiti sentir todas as fases da dor desse "luto".
Tentei colocar nas palavras, tudo o que senti e pensei nesse período; E acredito que muitas pessoas passaram, ou passarão, pelo mesmo processo que passei: negação, aceitação, "luto" e a libertação.

É difícil entender, aceitar e conceber quando um relacionamento chegou ao fim. Primeiramente nós, mulheres, negamos o fato de que o príncipe encantado virou sapo... Negamos e trazemos para nossa bagagem o fracasso da relação ter chegado ao fim, e colocamos nessa bagagem todas as justificativas possíveis, como por exemplo: "mas ele é assim", "ele tinha razão", "ele, ele, ele"... Depois disso, colocamos a culpa dentro da nossa bagagem, procurando por justificativas que demonstrem que a culpa é nossa e não do outro. Então nós negamos, negamos que o outro tenha falhado. Depois desse período vem a segunda etapa, a aceitação, e essa parte é, no minimo, dolorosa. Quando você aceita que o outro apenas é como pode ser, e não como você gostaria que ele fosse, você enxerga nitidamente o outro com todas as suas falhas. E este processo também dói. E dói porque criamos uma expectativa sobre o outro. É nesse período que você vê todas as perfeições e imperfeições do outro e você admite, se corroendo, que não pode viver, conviver e realizar sonhos em cima de uma mentira. Dói. E muito. E quando dói, você entra em "luto"... você chora, dorme pouco, chora de novo, se rotula uma "burra", uma completa idiota. Essa fase durou uns 2 meses pra mim, até que eu me libertei e fui ser feliz sozinha. Sim, sozinha!
A felicidade não está no outro. É um erro pensar que você só será feliz ao lado de alguém. Para fazer o outro e a relação felizes, temos que estar conectados, alinhados, sorrindo com a mente, o corpo e alma. Quando você se permite descobrir o prazer de viver na sua única companhia e passa a apreciar os "seus" momentos, você atinge a felicidade que muitos procuram e poucos encontram. E somente depois que você descobre que pode ser feliz sem depender de algo ou alguém, é que você está pronto para atrair alguém na mesma frequência.

Mulheres possuem uma espécie de "radar", "sexto sentido" como dizem na gíria. E a gente sente. E se engana pensando que o "outro é assim"; Nos boicotamos por medo de ficar só, por receio de não encontrar um príncipe encantado e colocamos na nossa bagagem a responsabilidade por um relacionamento que já não está mais na mesma frequência. Comodismo? Sim. Falta de amor próprio? Também. Medo do futuro incerto? Muito.
E é assim... a zona de conforto é um lugar maravilhoso, pena que não nos leva a lugar algum.
Sim, a gente sente. E boicota nossa felicidade. A vida é uma só. E ela passa muito depressa. Tudo o que chega e tudo o que parte é para lhe evoluir.


Qual o segredo, então, para um relacionamento saudável?
Uma relação saudável, consiste em confiança. E se o cristal da confiança quebrou? Você até pode colar os pedaços novamente, mas sempre ficará faltando um pedacinho. Um relacionamento saudável é embasado na felicidade individual do ser humano, para posteriormente ser contemplada e compartilhada à dois.

"Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si, é sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti."

Neste link segue o vídeo que remete o que escrevi

Um abraço.

Tah Mayer

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